Ainda que já tínhamos a suspeita de que havia umha grande quantidade de lixo, ficamos realmente surpreendid@s com o estado em que se acha este espaço natural, que está convertido num auténtico vertedoiro ao que vam chegando todo o tipo de resíduos. Também temos que lamentar que nom nos foi possível retirar todo o lixo existente devido à sua quantidade e ao difícil aceso que apresenta esta zona. Calculamos que só no Perdouro ficam aproximadamente 10 vezes mais a quantidade do lixo retirado, sem contarmos outros espaços próximos como o Cantinho ou o Berbês. Lamentamos o penoso estado no que se acha o nosso mar e a nossa costa e aguardamos que os principais agentes contaminantes e a sociedade em geral tome consciência da gravidade do problema, ao tempo que demandamos que as autoridades competentes tomem as medidas precisas para manterem limpas as nossas costas.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
O Buril participou na limpeza simultánea de praias polo Dia mundial dos Oceanos
Ainda que já tínhamos a suspeita de que havia umha grande quantidade de lixo, ficamos realmente surpreendid@s com o estado em que se acha este espaço natural, que está convertido num auténtico vertedoiro ao que vam chegando todo o tipo de resíduos. Também temos que lamentar que nom nos foi possível retirar todo o lixo existente devido à sua quantidade e ao difícil aceso que apresenta esta zona. Calculamos que só no Perdouro ficam aproximadamente 10 vezes mais a quantidade do lixo retirado, sem contarmos outros espaços próximos como o Cantinho ou o Berbês. Lamentamos o penoso estado no que se acha o nosso mar e a nossa costa e aguardamos que os principais agentes contaminantes e a sociedade em geral tome consciência da gravidade do problema, ao tempo que demandamos que as autoridades competentes tomem as medidas precisas para manterem limpas as nossas costas.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Crónica do Maratom de Leitura
Já na tarde, pudemos escuitar a pessoas de distintos colectivos, clubes desportivos, clube de leitura e pessoas que participarom a título individual.
Começarom a ler as raparigas e os rapazes do CD Futbol Sala Burela que escolherom textos de Carlos Casares, Adela Figueroa (Vento de amor ao mar), Antoine de Saint-Exupéry e Roald Dahl. A seguir, participantes da Fundación Eu Son leron a Darío Xohán Cabana, Manolo Rivas, Neira Vilas... Outros colectivos que assistirom a esta cita forom a Asociación de Axuda ao Enfermo Mental, com o Principiño, a SCR Ledicia com As Bruxas de Roald Dahl, a Coral Polifónica, a Asociación Camiña, con Carta de Inverno, de Agustín Fernández Paz, Asociación Mariña Jazz, com a Revolta dos animais de G. Orwell, Asociación de Amigas e Amigos de Banda que derom leitura a um artigo de Hernán Naval sobre as escolas e bandas de música, o Observatorio da Mariña pola Igualdade, com um artigo da feminista Coroa González, a Asociación Vagalume e o Clube de Lectura, com textos de Antón Riveiro Coello, Ánxel Fole, Rosalía de Castro e Vicente Risco, o Clube de Baloncesto Burela, com textos sobre a história do basquetebol, Galiza Nova Burela com textos de Cousas de Castelao e poemas de C.E. Ferreiro, e o próprio colectivo cultural Buril, com textos do poémario Fardel de Esiliado, de Luís Seoane, Sempre en Galiza, de Castelao e Longa Noite de Pedra, de Celso Emílio Ferreiro.
Entre as distintas pessoas que participarom a título individual estiverom Cándida Pico, com Tesouros Novos e Vello de Álavaro Cunqueiro, Neves Cando, com O Club da Calceta, de María Reimóndez, José Maseda, com um artigo de Vilar Ponte, María Carme Panizo, com Os Dous de Sempre, Emilio Legaspi com o Meu Carriño de Ramón Cabanillas, Lucía Bouza, com Ou Outros Feirantes, de Álvaro Cunqueiro...
Desce o colectivo cultural Buril queremos agradecer a todas e todos os participantes pola sua assistência a este Maratom de Leitura e destacar a alta participaçom, que superou as 100 pessoas e que nos anima a celebrar o próximo ano um novo Maratom de Leitura.
domingo, 6 de maio de 2012
Maratón de Lectura
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
O Entroido na memoria
Desde o colectivo cultural Buril temos o prazer de apresentar-vos O Entroido na memoria, documentário áudio-visual realizado polo Buril em 2001. Com esta re-ediçom em formato digital, queremos recuperar este documento com a vontade de fazê-lo chegar aos vizinhos e vizinhas de Burela e a todas as pessoas interessadas nesta temática. Para além do valor afectivo e sentimental que com certeza terá para muitos burelaos e burelás, O Entroido na memoria constitui um documento de grande interesse tanto para o estudo da história local como para a etnografia e a historiografia galegas.
O Entroido na memoria nom é só um retrato do entroido da Burela de finais do século XX, mas também umha viagem ao entroido do passado, contado de viva voz polos nossos velhos e velhas. Aquel entroido popular, espontáneo, esmorgueiro e retranqueiro. O “entrudo chocalheiro” -como cantou o Zeca-, o dos excessos, da burla, do escárnio e do mundo ao revés. Em definitiva, o entroido tradicional, que o Buril quijo recuperar nos anos 80 e 90 do passado século, para que umha das manifestaçons mais genuínas da cultura galega nom caisse no esquecimento nem se visse desvirtuada polas alienantes modas do momento.
O entroido aldeao de outrora, o das carautas e disfarces artesanais a percorrer casas e corredoiras, tomava agora, da mao do Buril, forma de gincana polas ruas e bares de Burela, na que se realizavam as provas mais bizarras e extravagantes que podamos imaginar. Também se recuperavam tradiçons locais como a de “correr a auga”, que em palavras de Ricardo Pena, primeiro cronista oficial da vila, é umha das tradiçons mais ancestrais que partilham os povos marinheiros. Ao berro de “auga aquí”, @s participantes alertavam da sua presença e faziam um chamamento popular à molheira colectiva, estabelecendo umha nova ordem social, na que nom havia privilégios de género, classe social, ou de calquera outro tipo.
Mas a tradiçom também se renovava, e apareciam as comparsas que adaptavam a mofa e a burla populares à crítica social e política mais azeda. Deste jeito, o desfile de comparsas, convertía-se num foro público no que ridiculizar os poderes político, económico ou religioso. O entroido finalizava com o enterro da sardinha, no que a “corporaçom municipal”, eleita por legítima votaçom popular, acompanhava o defunto polas ruas de Burela. A comitiva completavam-na o crego, os gaiteiros e um grande número de vizinhos e vizinhas que ao som do infatigável pranto das choroas, desfilavam a passo lento qual Santa Companha para darem a última despedida ao entroido.
Assim é pois o entroido que podemos ver neste documentário e no que o Buril tanto colaborou. As pessoas que hoje conformamos o colectivo, queremos fazer o nosso humilde contributo ao conhecimento da nossa história recente e à consolidaçom da nossa memória colectiva, lembrando aquelas mulheres e aqueles homens que hai quase 30 anos sairom à rua para berrar alto e forte: “Auga aquí!”
Fevereiro de 2012.
Junta Regedora do Colectivo Cultural BURIL
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Apresentaçom pública do Entroido na memoria

Com esta re-ediçom em formato digital, queremos recuperar este documento com a vontade de fazê-lo chegar aos vizinhos e vizinhas de Burela e a todas as pessoas interessadas nesta temática. Para além do valor afectivo e sentimental que com certeza terá para muitos burelaos e burelás, O Entroido na memoria constitui um documento de grande interesse tanto para o estudo da história local como para a etnografia e a historiografia galegas.
Desde o Buril, convidamos a todas as vizinhas e vizinhos a assistirem a este acto, especialmente a aquelas pessoas que participarom e participam activamente no entroido burelao.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Apresentaçom do Trasno no I.E.S. Monte Castelo
O próximo mércores 8 de fevereiro, quarta-feira, o Colectivo Cultural Buril apresentará a revista O Trasno no I.E.S. Monte Castelo. Desde este colectivo queremos fazer chegar aos centros de ensino de Burela esta publicaçom que com periodicidade bimensal foi editada polo Buril entre os anos 1985 e 1990 e que o passado ano via a luz numha reediçom em dous volumes.
Na apresentaçom, que achegará às moças e moços dos centros de ensino este documento imprescindível para o conhecimento da história da nossa vila, estará presente um membro da actual Junta Regedora do Buril ademais de dous dos promotores do Trasno e membros da Junta Regedora do Buril na etapa na que a revista se editou: Emilio González Legaspi e Manuel Nebril.
Esta reediçom d'O Trasno, gratuita para os sócios e sócias do Buril, está à venda nas livrarias para aquelas pessoas que queiram adquiri-lo ademais de contarmos com vários exemplares na biblioteca pública municipal e nos centros de ensino de Burela. Aquelas pessoas que tenham interesse na revista podem consultar os cinco primeiros números (Nº0 a Nº4) em formato de fácil leitura na internet.
Acima disponibilizamos o vídeo da apresentaçom pública da re-ediçom revista, que tinha lugar em Abril do passado ano no auditório da Casa da Cultura de Burela.

